Fonte: Site Memória Varzealegrense
Joiaquim Ferreira. Fonte: Site Memória Varzealegrense

De sua reprovação para locutor da rádio de Várzea Alegre à aprovação para ser correspondente do maior e mais respeitado veículo de comunicação do planeta: a BBC, a história de Joaquim Ferreira é prova da genialidade do povo varzezlegrense.
Depois que se mudou para Fortaleza, em 1922, quando tinha 10 anos de idade, o garoto Joaquim Ferreira pode aperfeiçoar o seu gosto pela escrita, em pequenos jornais escolares.
Entretanto, era um jovem dividido entre a paxião e a pressão em seguir uma profissão mais tradicional. Sendo assim, entre a paixão por ler, e o desejo de trabalhar como farmacêutico, Joaquim igressa no curso de Direito.
Não encontrando satisfação no curso, deixa a faculdade e ingressa no Jornal “A Batalha”, onde o seu grande talento e sagacidade começam a ganhar fama. Passa então para o Jornal “O Globo”, liderado pelo magnata Roberto Marinho, em 1942.
Neste jornal, Joaquim tinha uma coluna falando sobre os atos da Segunda Guerra Mundial. Seus textos eram tão bons que o jornalista varzealegrense recebeu um convite do Press Club, por intermédio da Embaixada Britânico no Brasil, para conhecer os países aliados.
Em 45 dias de uma viagem de extrema tensão de um ataque alemão, Joaquim desembarca na Inglaterra. bastou uma rápida conversa para impressionaros responsáveis da British Broadcasting Corporation, a famosa BBC, maior veículo de comunicação do planeta à época e ainda hoje uma das mais respeitadas agências de informação e cultura do mundo.
Joaquim Ferreira tornou-se célebre no Reino Unido, mas a sua ligação com Várzea Alegre nunca foi rompida.

Imagem: Academia Varzealegrense de Letras
Praça Jornalista Joaquim Ferreira. Imagem: Academia Varzealegrense de Letras

Veio visitar a terrinha e alguns amigos em outros estados em 1970, e na volta para a Inglaterra, adoece gravemente. Pede, então, para voltar urgentemente para o Brasil onde falece, 34 dias depois de sua chegada, em 04 de outubro de 1971, na cidade de Olinda, onde recebia cuidados médicos.
Seu corpo foi trazido para Várxea Alegre, sendo sepultado no Cemitério da Saudade.
Um ano depois, em sua homenagem, o prefeito Antonio Diniz manda erguer uma praça em homenagem ao jornalista Joaquim Ferreira na divisa entre os bairros Patos e Centro, em frente à Casa de Saúde São Raimundo Nonato.
Como temos aquela velha mania de colocar apelido em tudo, a homenagem ao célebre jornalista acabou sendo esquecida e a praça ficou para a posteridade sendo conhecida como Praça dos Cunés, em referência a um pequeno clube que havia em frente ao local.