prédio_da_Prefeitura_de_Várzea_AlegreÉ de praxe analisarmos os cem primeiros dias de toda nova gestão, tendo já o jargão dito que é desta análise que se tem um termômetro de como será o resto do governo. Com a nova gestão de Zé Hélder, tão alardeada em campanha e pelos seus apoiadores, esta análise dos cem dias se torna necessária para compreendermos os rumos que nossa cidade está tomando.

Com dois mandatos já na bagagem, os discursos de futuro de Zé Hélder foram moderando ao longo dos dias, e hoje por vezes o vemos relembrando o passado na mesma medida ou até mais do que projetando o futuro. Consciência de que os tempos são outros e a conjuntura não vai permitir mais alçar voos altos nem muito menos manobras ousadas de gestão.

Desde o início, este entrave te sido alvo de ferrenhas discussões de sobre quem é q culpa por tal situação, mas o tempo está mostrando que, mais do que encontrar culpados, as soluções são mais urgentes.

E isto porque a população aguarda ansiosamente por melhores dias, por melhores ares e a retomada da autoestima de Várzea Alegre, que estava meio em baixa nos últimos tempos.

OS SECRETÁRIOS

Não há como negar, e mesmo dentro dos círculos de apoiadores se fala, que a escolha do secretariado foi polêmica, não agradando a todos. Difícil resistir à tantas pressões políticas na composição da ponte entre a gestão e o povo. Alguns nomes foram elogiados, outros desacreditados, uns surpreenderam, outros parecem não estar ainda totalmente afinados com suas funções.

Já até citei aqui  em postagem anterior o quanto a Secretaria do Meio Ambiente está fazendo um trabalho positivo. O que me rendeu até a alcunha de politiqueiro, pela ex secretária Nuda, que obviamente não digeriu muito bem minhas palavras dirigidas à José Marcílio Feitosa, atual nome da pasta. Paciência.

SAÚDE

Na Saúde Ivo Leal também sendo bem falado, apesar de seu nome ter gerado inúmeras dúvidas quando foi anunciado, e isto numa das pastas cruciais para o município cujo único Hospital hoje faz campanha de doação por produtos essenciais. O secretário está trabalhando com o que tem, já que os empresários benfeitores só irão aparecer ano que vem, resta contar com as migalhas do Governo Federal e com o bom coração do povo.

EDUCAÇÃO

Na Educação, um dos nomes mais alardeados, não foi o estouro imaginado. Esperaremos os indicadores, mas sabe-se que criou-se uma segunda esfera de poder dentro da Educação, que até por falta de conhecimento a fundo dos meandros dos projetos, o secretário nem se mete, sendo tudo chefiado por um núcleo formado e consolidado ali desde gestões passadas. Um dos fatos que me surpreendeu, foi a necessidade de contratar palestrantes e técnicos de fora, quando dentro da SEMED havia gente conhecedora a fundo do assunto e que fazia todo o treinamento gratuitamente. Sinal dos tempos. Mas, a pasta da Educação só se pode avaliar mesmo daqui a um ano, quando os indicadores mostrarem a real evolução ou não. Mas se há um elogio a fazer a Paulo Danúbio, é que ele tem mostrado presença e não despreza eventos de nenhuma escola quando convidado, indo pessoalmente e sempre conversando com toda a equipe.

A MÍDIA E A PRESENÇA

Uma coisa é estar presente, outra é fazer a presença ser sentida. Mesmo viajando bastante, segundo consta, atrás de projetos e recursos e etc, Zé Hélder tem trabalhado bastante a sua presença na cidade, participando massivamente de eventos e garantindo seu nome na mídia, consertando um dos problemas de eras passadas. A abertura para o diálogo parece estar maior nesta nova gestão, até mesmo pela experiência que o tempo trouxe, a articulação e os embates com a oposição tem sido bem construídos e gerenciados pelo gestor.

A OPOSIÇÃO

E por falar em oposição, nunca tivemos uma bancada tão presente, principalmente pela pessoa do vereador Michael Martins, que está surpreendendo até os mais otimistas e vem trabalhando duro junto com a bancada que ele “vice” lidera. Professora Dedê fez em três meses o que não fez em quatro anos, sendo os dois os capitães intelectuais de uma ostensiva que Zé Hélder nunca viu em gestão passada. E agora, sem Luiz Luciano, fiel escudeiro e defensor, nem Elonmarcos, a Câmara, mesmo com maioria situacionista, tem as cores da oposição.

E isto tem tornado a gestão de Zé Hélder bastante interessante de se acompanhar, no sentido em que finalmente ele governa tendo fiscais no encalço, o que gera um trabalho melhor, caso seja da vontade do gestor fazer um bom trabalho. Ele aforma que sim, e a oposição continua no pé. Que bom! Precisamos de quatro anos de oposição saudável, verdadeira e ferrenha.

Os oposicionistas sem cargo montaram uma TV e um site para também acompanharem a fundo a gestão, o que tem aumentado o fluxo de informação e gerado bons debates nas redes sociais e nas rodas de conversa política na cidade.

As torcidas organizadas parecem mais calmas, tendo sido diminuído o baixo nível dos embates dos dois primeiros meses de gestão.

O CARNAVAL

Diante de tantos problemas que apareceram nos primeiros dias, o Carnaval e sua eterna polêmica de sempre, foi um dos propulsores do ânimo de Zé Hélder, que teve que acalmar os discursos mais inflamados, pensar com mais frieza e conseguir um evento bem sucedido. O povo quer festa e festa o povo teve.

OS PROBLEMAS

Com os recursos minguando, inadimplências e pendengas, animais nas ruas, lixo entulhado, esgotos estourando, Cagece com sua atuação de baixíssimo nível, nada melhor do que contar com a articulação e as amizades. Diversas mãos amigas apareceram nos primeiros dias para dar fôlego ao governo para se planejar, o que vem acontecendo aos poucos.

EM RESUMO.

Pé no chão. Talvez seja esta a melhor definição da nova gestão. Se os torcedores políticos chamavam de “super”, a maior descoberta deste novo governo foi a de que o gestor é acima de tudo, humano, e que não pode e nem vai resolver todos os problemas com uma varinha de condão. Se não houver trabalho e respeito pelo povo, tudo tende ir de mal a pior.

Entretanto se a equipe deixar de lado o bandeirismo e partir para a gestão ficada nos verdadeiros princípios republicanos, as coisas tendem a melhorar, mesmo que não tanto quanto se esperava.

E O VICE…

Todo mundo duvidava, mas ele fez o que prometeu. Fabrício Rolim montou o seu gabinete, ali onde era o Hotel Municipal, e está atendendo à população em geral, aumentando ainda mais a sensação de presença desta nova gestão, o que só eleva o caráter positivo da mesma.

PELA FRENTE

O Matadouro Público, a Lei de Eleição para Diretores Escolares, a recuperação das praças e pontos de interesse geral da cidade, a melhoria dos índices educacionais, ampliação do atendimento de saúde nos distritos, revitalização do acervo cultural da cidade, atração de novas empresas para geração de emprego e renda, fomento ao empreendedorismo, revitalizar o turismo de eventos e criar novas alternativas de turismo permanente na cidade, inaugurar o CEI do Juremal e a Quadra do Canindezinho (a praça também\, viabilizar estratégias de armazenamento e abastecimento de água nos distritos… começar a pensar em um sucessor…

 

Obviamente não contemplei aqui tantas situações específicas, visando se tratar apenas de uma avaliação geral da gestão, e levando em conta que muita gente nem vai ler esta frase final. Seguimos.