dengue-aedesCom 131 notificações de dengue e 29 notificações de chikungunya, Várzea Alegre se vê novamente à mercê de um mosquito que, de pequeno, causa enormes estragos.

Em nossa história recente, o surto de dengue e calazar foi uma das causas do declínio do governo Vanderlei, com direito a passeatas e protestos e comentários raivosos acerca da ausência de carro fumacê e de campanha de vacinação de animais.

Agora, com as mornas notificações da imprensa sobre a dengue na cidade, aos poucos os casos voltam a aparecer. Nem mesmo o falecimento de uma empresária por infarto – após suspeita de dengue – acendeu o debate nas ruas sobre a ameaça que a dengue, chikungunya e zika representam, e como a cidade se armará para combater esta ameaça.

Em entrevista ao site Várzea News, Lúcia Costa, da Vigilância de Saúde do Município, informou que o número de casos não justifica ainda o uso do fumacê, e que este causa danos ambientais. Isso é bem verdade, haja vista a contaminação causada a um estabelecimento de ensino há anos atrás, cujos laudos mostraram que o fumacê e seus compostos químicos foram os responsáveis. Mas em iminência de um surto de dengue, é preciso que se faça o devido equilíbrio de consequências para evitar que a população sofra e corra sérios riscos.

Em se tratando da população, é preciso que o povo repense suas irresponsabilidades no trato com a saúde pública neste caso específico da dengue. Em um relato pessoal, no bairro Patos, em 2015, mais de vinte pessoas foram acometidas de dengue, inclusive eu, devido a inúmeros focos na casa de um vizinho que se recusou a tomar medidas contra o mosquito, só agindo sob pressão das autoridades.

É hora de acordar, antes que o mosquito nos ponha pra dormir de vez.